sábado, 8 de novembro de 2008

Mais cinco petardos explodem em São Paulo (Tribuna da Imprensa há 40 anos)

8 de julho de 1968



Cinco bombas de alto poder explodiram ontem quase simultaneamente em S. Paulo, por pouco não atingindo o oleoduto São Paulo-Jundiaí, onde se encontram 16 gigantescos tanques de gasolina e outros combustíveis inflamáveis. Embora sem haver vítimas, as explosões provocaram um intenso nervosismo na capital paulista. O primeiro petardo estourou numa passagem de nível ferroviário, o mesmo acontecendo com o segundo, que visava a casa de força da Usina Piqueri, mas atingiu um trem de carga, descarrilando-o apenas. Até o momento, a polícia não tem nenhuma pista dos terroristas.

Polícia bloqueia GB para impedir Congresso da UNE

Os universitários realizarão hoje uma série de reuniões em suas faculdades. Mas a Polícia Federal está preocupada é com a notícia de que será no Rio o 31º Congresso da UNE. Para evitar a participação dos líderes estaduais, o DOPS espalhou 150 agentes pelas barreiras rodoviárias, estações de estrada de ferro e até aeroportos. Os policiais têm ordem também de deter Wladimir Palmeira e Luís Travassos, caso eles tentem sair da Guanabara.

Golpe ameaça Uruguai que vive situação de caos

A declaração do general Juan Pedro Ribas de que "o Brasil e a Argentina não permitiriam um golpe comunista no Uruguai" está sendo interpretada pelos meios diplomáticos e militares como o mais forte indício da gravidade da situação no país vizinho. Consideram que um oficial superior jamais admitiria a hipótese de uma intervenção estrangeira - mesmo em razão de acordos internacionais - a não ser na iminência do caos.

Seleção prova clima da Copa

Ao vencer ontem o México por 2 x 0, a seleção demonstrou franco progresso tático e técnico neste giro pelo exterior, que tem sido proveitoso. Conquistou a sua quarta vitória em seis jogos, porém o adversário não era dos mais fortes. Uma equipe de jovens, sem muita experiência, que se prepara para as Olimpíadas. Quarta-feira, o Brasil enfrentará um time mais tarimbado: a Seleção Nacional do México. Bem, se os mexicanos não têm o mesmo gabarito técnico dos europeus, pelo menos os jogos servem de testes físicos para a próxima Copa.

São Cristóvão vira Nordeste com a feira dos araras

Sarapatel, tapioca de goma, queijo, manteiga, carne do sol, fumo de rolo, farinha de mandioca torrada, jeremum, o consertador de relógios, o cantador de viola e o pedinte, tudo isso misturado dá a "feira dos araras". No Campo de São Cristóvão, todas as manhãs, de domingo, representantes da colônia nordestina circulam na feira comprando, conversando, comendo pratos típicos, reencontrando velhos amigos, matando as saudades dos seus estados longínqüos. A "feira dos araras" é o ponto dos encontros sociais da gente humilde que vem do Nordeste em busca de novos horizontes no Sul.

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